As referências citadas por Luciana foram: concretismo e geometria; Volpi e Mondrian; cor e elementos básicos.
Começo por um pouco de Volpi e Mondrian.
Volpi:

Mondrian:



O concretismo foi um movimento vanguardista originado na Europa, da década de 1950, tendo como expoentes Max Bill (artes plásticas), Pierre Schaeffer (música) e Vladimir Maiakovski (poesia). As características do movimento foram a busca da forma precisa e da união entre forma e o conteúdo; a ênfase na racionalidade, no raciocínio e na ciência; a abstração, no caso das artes plásticas; o uso de efeitos gráficos na poesia, aproximando-a do design; e a abordagem de temas sociais.
Max Bill:


Maiakovski:

No Brasil, a referência inicial do movimento concretista foi a revista Noigandres, fundada em 1952) pelos poetas Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, entre outros.
Augusto de Campos:
Décio Pignarati:
Haroldo de Campos:
Nas artes plásticas, o concretismo surge, no Brasil, como um desdobramento da Semana de 22, que foi o primeiro ataque ao academicismo e à figuração tradicional. Na década de 50, houve um segundo surto modernista. Poetas e artistas plásticos buscaram voltar às “formas puras”, recorrendo à linguagem geométrica para produzir uma nova visualidade, objetiva e racionalista, baseada na matemática, com maior desprendimento da natureza.
PASSÍVEIS CONEXÕES
Minimalismo: movimento que rejeitou o subjetivismo, emocionalismo, expressividade, ilusionismo. Abstração geométrica que busca o máximo de efeito plástico com o mínimo de meios plásticos. Uma referência atual é Donald Judd:


A geometrização e simplificação está presente também na obra de Rubem Valentim:
O concretismo ainda é referência para a produção poética contemporânea: Antonio Miranda, Marcelo Sahea e Arnaldo Antunes.
Antonio Miranda:
Marcelo Sahea:
Arnaldo Antunes:
E tem esse, que eu não sei de quem é.
DESMEMBRAMENTOS
De cara, Malevitch e o Suprematismo, na origem da abstração geométrica.

Depois, o concreto e o geométrico no modernismo brasileiro...
Arnaldo Ferrari:



Milton da Costa:
E, mais contemporâneo, Raimundo Collares:
Samico: nas gravuras, a simetria, o traçado geométrico, as linhas, as texturas...

A geometria e a abstração na arte do neolítico nas Américas:

E o grafismo, cestaria e pintura corporal dos povos indígenas no Brasil de hoje.
Kadiwéu: pintura e cerâmica
Baniwa: cestaria como narrativa (27 ou 28 padrões = “sílabas”)
E a pintura corporal...

As aplicações do grafismo indígena: MODA
E aplicações muito "literais" de Mondrian...
















